Sexta-feira, 21 de junho de 2024
Historicamente, o governo brasileiro desempenhou um papel importante na promoção do setor de moda no exterior. Agências como a Apex-Brasil têm trabalhado para abrir portas em mercados estrangeiros, facilitando a participação em feiras internacionais, organizando missões comerciais e fornecendo suporte nesse processo. Esse apoio é crucial para ajudar as marcas brasileiras a acessarem novos mercados e a aumentarem sua visibilidade global.
Segundo a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção), a exportação brasileira de têxteis e confeccionados para a União Europeia foi de US$ 68 milhões em 2023, apresentando crescimento de 9,6% em relação a 2019, último ano antes da pandemia. A França representou 27,9% do total, chegando a quase US$ 19 milhões, 56% mais do que em 2019.
Acredito que uma abordagem colaborativa entre o governo e os empresários é essencial para o sucesso da promoção das marcas de moda brasileira no exterior. Enquanto o governo pode fornecer suporte e recursos, cabe aos empresários aproveitar essas oportunidades e mostrar um diferencial claro em seus produtos. Isso pode envolver desde o destaque da autenticidade e da qualidade dos produtos até o desenvolvimento de parcerias estratégicas e a adaptação às tendências do mercado global.
De fato, os empresários do setor de moda brasileira são os verdadeiros motores por trás do sucesso das marcas no mercado internacional. São eles que conhecem profundamente o potencial da marca e têm o talento necessário para criar produtos que ressoem com os consumidores estrangeiros. Portanto, é crucial que eles assumam a liderança na promoção de suas marcas no exterior, aproveitando as oportunidades oferecidas pelo governo de forma proativa.
De acordo com dados da World Trade Organization (WTO), os maiores exportadores de moda do mundo incluem países como China, União Europeia e Índia. A China é especialmente proeminente, representando uma grande parte das exportações mundiais de roupas e acessórios de moda. Já os maiores importadores incluem Estados Unidos, União Europeia e Japão, que são importantes mercados para marcas de moda de todo o mundo.
Esses dados destacam as oportunidades e os desafios para as marcas de moda brasileira no mercado global. Por um lado, há uma concorrência acirrada de países com uma longa tradição na indústria da moda e com grandes recursos de produção. Por outro lado, há uma demanda crescente por produtos únicos e de qualidade, o que pode ser uma vantagem para as marcas brasileiras que conseguem oferecer um diferencial claro aos consumidores internacionais.
É encorajador observar o sucesso crescente de várias marcas de moda brasileira no mercado internacional. Com presença online e em grandes boutiques na Europa e nos Estados Unidos, marcas como Havaianas, Grupo O Boticario, FARM Rio, Osklen, PatBO, Track&Field, DressTo e Loja Três estão demonstrando o potencial do talento e da criatividade brasileira para conquistar espaço em mercados altamente competitivos e consolidar sua reputação global.
Aqui deixo 7 Dicas para os empresários na promoção de marcas de moda no exterior:
Enquanto o governo desempenha um papel importante na abertura de portas no exterior, é fundamental que os empresários assumam a responsabilidade pela promoção de suas marcas no mercado global. Ao aproveitar as oportunidades oferecidas pelo governo e mostrar um diferencial claro em seus produtos, as marcas brasileiras podem conquistar espaço e reconhecimento no cenário internacional, promovendo não apenas seus negócios, mas também a imagem e a reputação da moda brasileira no mundo.
O futuro da moda brasileira é promissor e repleto de oportunidades. Com um trabalho colaborativo e estratégico, a moda brasileira tem o potencial de se transformar em um verdadeiro ícone mundial, consolidando sua presença nos mercados internacionais e destacando-se pela sua originalidade e qualidade.
Fontes:
Apex-Brasil. (2022). Relatório de Atividades.
Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção)
Ministério da Economia do Brasil. (2023). Balanço de Exportações.
Sebrae. (2021). Pesquisa de Internacionalização de Micro e Pequenas Empresas.
World Trade Organization (WTO). (2023). Trade Statistics.
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