Durante dois dias, o Taguspark, em Oeiras, transformou-se num epicentro de inspiração, onde cerca de 800 participantes, mais de 60 oradores e dezenas de sessões e debates animaram esta intensa reflexão.

Marketing, negócios e tecnologia

Desde o primeiro momento, ficou claro que os vetores centrais do DGT/LX — marketing, negócios e tecnologia — estão hoje mais interligados do que nunca. As intervenções desafiaram o público a repensar o modo como comunicamos, lideramos e inovamos.

O keynote speaker Dennis Yu, um dos maiores especialistas mundiais em marketing digital, frisou a importância de utilizar a inteligência artificial como um co-worker que é preciso treinar de forma coerente e estrategicamente orientada. A sua visão prática sobre o papel desta tecnologia no marketing deixou um conjunto amplo de novos desafios à audiência — entre os quais a relevância de se documentar tudo o que fazemos.

Bruno Oliveira, responsável pela gestão da marca Sumol Compal, desafiou as equipas a treinar competências críticas e a equacionar a relação com a IA como se se tratasse de um colega de trabalho. "A IA é uma ferramenta orientada para quem sabe mais, valorizando aqueles que têm pensamento estratégico", defendeu.

Adriana Liama, da Salesforce, enfatizou a relevância da estruturação da big data na alavancagem das valências da IA, deixando a mensagem de que, nesta era dos AI agents, "a personalização é um progresso estratégico".

Criar valor e experiências

Marta Lousada, Digital Director da Perfumes & Companhia, abordou as questões da inovação no marketing, utilizando o digital como meio para criar experiências imersivas e para investir no poder do storytelling. Concluiu que "o marketing está a deixar de ser apenas promoção para ser, cada vez mais, produção de valor".

André Calado (L'Oréal) deixou uma mensagem forte num painel sobre emoção e experiência: "As pessoas não compram o que vendemos, mas aquilo que as fazemos sentir". Esta ideia ecoou em várias sessões: a verdadeira fonte de diferenciação não está apenas no produto, mas nas histórias e relações que conseguimos criar em torno dele.

"O marketing está a deixar de ser apenas promoção para ser, cada vez mais, produção de valor." — Marta Lousada, Digital Director, Perfumes & Companhia

Joeri Billast, conhecido como "The Web3 CMO", apelou à construção de comunidades autênticas: "O futuro do marketing passa pela criação de experiências imersivas e pela integração estratégica do Web3 e da IA".

Liderança, networking e inspiração humana

Apesar do grande foco na tecnologia, o DGT/LX 2025 também demonstrou a preocupação de focar temas ligados à componente humana. Manuela Doutel Haghighi, Global Customer Experience Director da Microsoft, deixou uma reflexão importante: "Inspirar pessoas vai ser a grande diferença nos próximos anos".

Linda Pereira sublinhou a importância de manter e cuidar das relações interpessoais, salientando que são ativos estratégicos fundamentais para quem pretende criar impacto.

"O networking abre portas, a diplomacia garante que elas permanecem abertas." — Linda Pereira

Rui Bairrada, Chairman do Grupo Doutor Finanças, numa palestra que misturou humor, vulnerabilidade e estratégia, lembrou que a adaptação é hoje uma competência-chave: "Para crescermos, precisamos de ser irrequietos".

Com estes insights e testemunhos, ficou claro que o DGT/LX 2025 não foi apenas um evento. Tratou-se, acima de tudo, de um ponto de encontro para quem acredita que o futuro se edifica diariamente, articulando visão, coragem e colaboração entre pares. De Lisboa para o mundo, fica a mensagem: a transformação é inevitável; aquilo que cada um de nós faz com ela é o que fará toda a diferença.